sexta-feira, 24 de julho de 2020

Fruta-de-lobo

Nome popular: fruta-de-lobo, lobeira
Nome científico: Solanum lycocarpum
Família: Solanaceae

Arbusto espinhento, tortuoso, com cerca de 3 metros de altura.
Típico do Cerrado e da vegetação de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado, crescendo preferencialmente em solos mais secos, nos campos. Produz flores azuis.
Seu fruto, com cerca de 15 centímetros de diâmetro, faz parte da dieta alimentar do lobo-guará, por isso o nome. A frutificação ocorre em agosto e setembro.
Tanto o fruto como as flores são utilizados na medicina popular.

Fruta-de-lobo. Foto do autor.

Restos de fruta-de-lobo deixados pelo lobo-guará. Foto do autor.

Flores de fruta-do-lobo. Foto do autor.


Magnólia-do-brejo

Nome popular: magnólia-do-brejo, pinha-do-brejo, baguaçu
Nome científico: Talauma ovata
Família: Magnoliaceae

Atinge 12 metros de altura. Tem preferência por solos muito úmidos, brejosos. Suporta o sombreamento em sua fase inicial de desenvolvimento.
A madeira é de baixa durabilidade.
Suas flores de cor creme aparecem nos meses de outubro a dezembro.
Se reproduz por sementes. O fruto se abre mostrando as sementes envoltas em arilo vermelho ou alaranjado que são dispersadas por pássaros que delas se alimentam. A maturação dos frutos ocorre nos meses de agosto e setembro.
Tanto o desenvolvimento das mudas como das plantas no campo é lento.

Fruto de magnólia-do-brejo. Foto do autor.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Aves de Minas Gerais, Andrelândia: Urubu-de-cabeça-preta

Nome popular: urubu-de-cabeça-preta
Nome científico: Coragyps atratus
Ordem: Cathartiformes

Seu nome científico provém de korax = corvo; gops = urubu; atratus = vestido de luto.
Possui cerca de 75 cm de comprimento, 140 cm de envergadura (de uma ponta da asa à outra) e até 1,9 kg de peso, sendo que a fêmea é mais pesada do que o macho.
Costuma voar a grandes alturas aproveitando as correntes de ar. Costuma fazer mergulhos em direção a outro da espécie o que produz um som característico.
Seu olfato não é muito desenvolvido, por isso a identificação de carcaças ocorre principalmente pela visão do alimento ou de outros urubus reunidos próximo a ele.
Alimentação basicamente saprófaga, sendo importantes para reciclar os restos dos animais mortos. É comum ser encontrado nos lixões se alimentando dos restos de comida. Também podem se alimentar de filhotes de tartarugas, por exemplo.
A fêmea coloca até dois ovos dos quais nascem os filhotes com penugem branca.
Forma bandos numerosos que comumente são vistos se aquecendo ao sol.

Foto do autor.

Paineira-rosa

Nome popular: paineira-rosa
Nome científico: Ceiba speciosa
Família: Bombacaceae

Ocorre nos estados do RJ, SP, MG e PR.
Árvore de grande porte, chegando a 18 metros de altura.
Tanto as mudas como a planta no campo têm crescimento rápido. Prefere solos úmidos e deve ser cultivada a sol pleno.
Possui acúleos no caule e ramos. Acúleos lembram espinhos, porém, eles se diferem pelo fato dos acúleos se soltarem facilmente da planta. Seu caule é esverdeado.
A madeira é macia e de baixa durabilidade.
Quando em floração, a planta fica coberta de flores rosadas que são visitadas por beija-flores. A árvore é muito ornamental, por isso, é cultivada em praças, grandes jardins e nas propriedades rurais. Floresce de dezembro a abril.
Produz um fruto grande que se abre mostrando a paina, filamento de cor branca que envolve as sementes. Com o vento, fragmentos dessa paina são levados para longe da planta-mãe carregando uma semente. Frutifica em julho/agosto, quando a planta perde todas as folhas ostentando somente os frutos (foto).
A paina já foi muito usada para enchimento de travesseiros.
É facilmente propagada por sementes.

Fruto da paineira-rosa. Foto do autor.

O que são líquens?

Líquens são associações entre algas e fungos ou entre cianobactérias e fungos, portanto, são seres vivos.
A relação entre esses organismos é conhecida como mutualismo. Neste caso, ambos são beneficiados. As algas e as cianobactérias, por serem fotossintetizantes, produzem alimento para si e cedem uma parte dele para os fungos. Os fungos, por sua vez, criam um ambiente de proteção para os demais organismos garantindo que eles tenham disponibilidade de água e, assim, evitando sua desidratação.
As cores dos liquens variam conforme as espécies de microrganismos que estão associadas, podendo ser cinzas, vermelhos, esverdeados, amarelos e alaranjados. Na foto vemos líquens de coloração cinza e de cor vermelha. Em particular, os líquens vermelhos são indicativos da boa qualidade do ar no ambiente em que se encontram.
Esses seres vivos costumam se desenvolver sobre troncos de árvores e rochas.
São considerados espécies pioneiras, uma vez que são os primeiros a se desenvolver em áreas rochosas, por exemplo, onde lentamente, vão desgastando as rochas contribuindo para a formação do solo.

Foto do autor.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Reflorestamento no sítio: Palmeira-jerivá

Nome popular: palmeira-jerivá
Nome científico: Syagrus romanzoffiana
Família: Arecaceae

Atinge 12 metros de altura.
É encontrada no RJ, SP, ES, BA, MG e PR, na Mata Atlântica.
Esta palmeira é muito cultivada em praças e jardins, por ser bem resistente e aceitar bem o transplante de mudas já desenvolvidas (2-3 metros de altura).
Pode ser plantada sob sol pleno ou sob sombreamento leve.
Produz um palmito de sabor muito amargo que é apreciado por algumas pessoas.
Seus frutos de cor amarelo-alaranjado são comestíveis. Também são procurados por animais como esquilos e pássaros como periquitão-maracanã e gralha-picaça.
A espécie se adapta tanto a solos de várzeas, úmidos, como a encostas, de solo mais seco.
Como ela tolera o sombreamento leve quando jovem, é adequada para diversificar a vegetação de matas em regeneração. Onde pode ser plantada na forma de mudas ou por meio do lançamento de suas sementes.
O crescimento é de lento a mediano. Na imagem, uma planta com três anos de idade.

Foto do autor.

Fruto da palmeira-jerivá. Foto do autor.



Reflorestamento no sítio: Palmito-juçara

Nome popular: palmito-juçara, palmito-doce
Nome científico: Euterpe edulis
Família: Arecaceae

Espécie típica da Mata Atlântica, ocorrendo em estados como BA, ES, RJ, SP, MG e PR. A planta atinge 15 metros de altura. O crescimento das mudas e das plantas no campo é lento.
Seu palmito é considerado o de melhor qualidade, porém, seu corte é proibido nas áreas de preservação permanente, uma vez que a espécie se encontra ameaçada de extinção. Quando cultivada em pomares, a planta já produz palmito aos 7/8 anos de idade.
As mudas devem ser plantadas sob sombreamento, pois não toleram luz direta nos três primeiros anos de vida. Por isso, a espécie é muito indicada para diversificar a vegetação de uma mata.
O cultivo na mata pode ocorrer plantando as mudas já formadas ou lançando as sementes sobre o solo.
Na imagem abaixo, uma planta com 1 ano e 6 meses de idade, cultivada em terreno sombreado com solo úmido e profundo. Também pode ser cultivada em encostas desde que receba sombreamento.
O local do cultivo deve estar protegido de cavalos e gado bovino, pois suas folhas são consumidas por esses animais.
Produz grande quantidade de frutos que são consumidos avidamente por algumas espécies de aves como jacus e tucanos.
A polpa dos frutos dá origem ao juçaí, semelhante ao açaí.
É uma palmeira ornamental cultivada em praças, jardins e até em vasos grandes.

Foto do autor.