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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Parque Arqueológico Serra de Santo Antônio, Andrelândia, Minas Gerais

A área do parque abrange 12 hectares e está localizado na serra que possui o mesmo nome, no município de Andrelândia, que pertence à mesorregião do Campo das Vertentes, MG.
Sua altitude varia entre 1.000 metros e 1.200 metros. A região é íngreme, rochosa.
Nele existem, pelo menos, duas nascentes principais que irão formar o Córrego Santo Antônio.
A flora do parque é típica do bioma Mata Atlântica. No parque e no seu entorno podem ser encontradas espécies de árvores como pau-pereira, cedro, jacarandá, figueira-branca, jerivá, ipê-amarelo, embira-branca, canela-rosa, caneleira, guatambu, angico, mamica-de-porca, embaúba, cambuí, guamirim, aroeira-brava, copaíba, guaçatunga, chico-pires, fruto-de-pombo, araticum, araucária, louro-branco, candeia, sangra-d'água, suinã, bico-de-pato, baguaçu, quaresmeira, amoreira-branca, capororoca, camboatã, tamanqueira e açoita-cavalo. Sua vegetação não é exuberante, as árvores não atingem grandes proporções, pois o solo é ácido, rochoso, pouco profundo e com baixo teor de matéria orgânica.
Em relação à araucária, a espécie está sendo reintroduzida no parque, pois ela havia sido dizimada da região pelos proprietários rurais do passado.
Sua fauna e do seu entorno inclui:
Mamíferos como gambá, lobo-guará, tatu, mico-estrela, ouriço, macaco-sauá, veado-campeiro, lebre e roedores.
Répteis como cascavel, lagarto-teiú, calango, urutu, cobra-verde, cobra-de-vidro, cobra-de-duas-cabeças e cobra-coral.
Anfíbios como cobra-cega, perereca-verde, sapo-cururu e rã.
Entre as aves, podemos citar canário-da-terra, tico-tico, suiriri, rolinha, asa-branca, pintassilgo, sabiá, bem-te-vi, pássaro-preto, gavião-caboclo, gavião-carrapateiro, gavião-carijó, carcará, seriema, sabiá-do-campo, joão-de-barro, joão-bobo, coruja, curiango, urubus-de-cabeça-preta e de cabeça-vermelha, anu-preto, anu-branco, pica-pau-do-campo, várias espécies de beija-flor, cambacica, jacuaçu, periquitão-maracanã, periquito-rei, tuim e alma-de-gato.
Entre os insetos temos abelha-africana, abelha-arapuá, abelha-jataí, mamangabas, cupins, formiga-saúva-cabeça-de-vidro, saúva-mata-pasto, quenquém, formiga-leão (várias de suas tocas-armadilhas construídas na areia podem ser vistas próximo ao paredão do parque) e várias espécies de borboletas.
O parque é constituído de um paredão rochoso onde são encontradas mais de 500 pinturas rupestres, representadas por figuras zoomorfas e geométricas, que datam de mais de 3.000 anos, formando o sítio arqueológico Toca do Índio.
Existem algumas formações geológicas que atraem os visitantes como a Gruta do Lagarto, a Gruta dos Novatos, a Pedra dos Amores e a Pedra do Gavião.
Antes da criação do parque as pinturas estavam ameaçadas pelo vandalismo: lascas da rocha com as figuras eram retiradas para serem levadas como lembrança, pichações, fogueiras que eram acesas pelos visitantes e pelo desmatamento. Um problema que ainda ocorre, porém, de forma menos frequente é a presença de lixo no local.
Além das figuras, vários objetos como ferramentas e armas de pedra e objetos cerâmicos já foram encontrados enterrados no solo da região indicando a existência de povos primitivos que ali habitavam. Inclusive, sementes de pinhão que serviriam de alimento para esses povos e testemunhas de que a araucária ou pinheiro-do-paraná era comum na região.
No parque está em exposição uma canoa que foi retirada das águas do rio Grande, na divisa entre Andrelândia e Santana do Garambéu, em outubro de 2014. A canoa indígena, é datada de 400 anos e é a mais antiga já encontrada no estado. Ela tem 9,10 metros de comprimento e 0,7 metro de largura e foi esculpida pelos tupi-guarani em um tronco de araucária.
O ponto culminante da Serra de Santo Antônio, e que não faz parte da área do parque, está localizado a 1.393 metros de altitude. Nele havia a capelinha de Santo Antônio, onde se rezava missas reunindo a população local, isso há décadas passadas. A capelinha foi destruída por uma tempestade, um raio a atingiu. Hoje, os escombros desta capelinha ainda podem ser vistos no local. Uma nova capela foi construída, em uma propriedade vizinha ao parque, na parte baixa, e a imagem de Santo Antônio foi levada para a nova capela.
Reza a lenda, passada pelos moradores mais antigos, que certo dia quando abriram a capela a imagem não estava mais lá. Procuraram e foram encontrá-la novamente no local da antiga capelinha no alto da serra.

Vista geral do Parque Arqueológico. Foto do autor.

Foto do autor.

Gruta do Lagarto. Foto do autor.

Gruta dos Novatos. Foto do autor.

Pinturas rupestres. Foto do autor.

Pinturas rupestres. Foto do autor.

Pinturas rupestres. Foto do autor.

Pinturas rupestres danificada. Foto do autor.

Pichação. Foto do autor.

Lixo na área do parque. Foto do autor.

Pedra do Gavião. Foto do autor.

Lagarto típico do parque. Foto do autor.

A região é rochosa. Foto do autor.

Araucárias plantadas na área do parque.

Canoa indígena. Foto do autor.

Suiriri. Foto do autor.

Visão do entorno do parque. Foto do autor.



sábado, 23 de maio de 2020

Floresta da Cicuta

Está localizada entre os municípios de Volta Redonda e Barra Mansa.
A unidade de conservação foi instituída pelo Decreto nº 90.792, de 9 de janeiro de 1985.
A Floresta da Cicuta é categorizada como ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico), de propriedade da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e administrada e fiscalizada pelos Instituto Chico Mendes (ICMBio). Existe um estudo para que a unidade de conservação seja transformada em uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), mas que ainda está em análise.
A área abrange 125 hectares quase todo ocupado por mata densa, característica do bioma Mata Atlântica.
Sua fauna inclui o bugio, por sinal, uma das últimas populações de bugio que ainda resistem na região do Vale do Paraíba.
O acesso à Floresta da Cicuta é restrito. A área é destinada à pesquisa científica e à educação ambiental.

Rio Brandão

Bugio (Alouatta guariba)

Mapa

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Parque Nacional de Itatiaia



Criado em 14 de junho de 1937, por meio de decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas, foi o primeiro Parque Nacional criado no Brasil.
Localiza-se na Serra da Mantiqueira, cobrindo uma área de 28 mil hectares e abrangendo os municípios de Itatiaia e Resende, no estado do Rio de Janeiro, e Bocaina de Minas e Itamonte, no estado de Minas Gerais.
Sua vegetação é formada pela Mata Atlântica, sendo que na parte baixa predominam as florestas exuberantes e na parte alta encontram-se os campos de altitude. Na parte alta está localizado o Pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros de altitude, o ponto culminante do estado do Rio de Janeiro, e o quinto do Brasil.
Grande número de nascentes está localizado no parque formando rios e cachoeiras que, em parte, estão abertas ao público para recreação. A mais famosa é a cachoeira Véu de Noiva.
Na área do parque vivem, aproximadamente, 5 mil espécies de insetos, 384 de aves e 50 de mamíferos, além de inúmeras espécies de répteis e anfíbios como o sapo flamenguinho (Melanophryniscus moreirae), espécie endêmica da região.
A araucária (Araucaria angustifolia) tem nessa região sua ocorrência natural mais ao norte em território brasileiro. É só uma das 1.779 espécies da flora catalogadas, algumas endêmicas como a piperácea (Piper itatiaianum). Outras espécies muito comuns no PNI são o samambaiaçu (Dicksonia sellowiana)e o palmito-juçara (Euterpe edulis).