terça-feira, 21 de julho de 2020

Reflorestamento no sítio: Ingá-feijão

Nome popular: ingá-feijão
Nome científico: Inga marginata
Família: Fabaceae

Atinge cerca de 8 metros de altura. Tem preferência por solos úmidos e profundos.
O crescimento das mudas e da planta no campo é rápido.
Deve ser cultivada a sol pleno, suportando algum sombreamento enquanto jovem.
Produz grande quantidade de flores que são atrativas para beija-flores e levemente perfumadas.
Seus frutos são comestíveis e procurados por muitas espécies de aves e alguns mamíferos (micos-estrela).
A madeira é macia e de baixa durabilidade, sendo mais usada como lenha.
Na imagem, uma planta com 1,5 metro de altura cultivada nas margens de um córrego.

Reflorestamento no sítio: Araucária

Nome popular: Araucária, pinheiro-do-paraná
Nome científico: Araucaria angustifolia
Família: Araucariaceae

Originalmente encontrada nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais (nas áreas de maior altitude), São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Pode atingir 50 metros de altura e seu tronco um diâmetro de 1,80 metro.
A árvore fornece madeira macia, adequada para produção de tábuas, lápis e móveis. Sua durabilidade é baixa se exposta à umidade e também facilmente atacada por cupins.
Produz o pinhão, que é sua semente. Lembrando que a planta é uma gimnosperma, portanto, não produz frutos. O pinhão pode ser consumido cozido ou assado. Também entra na composição de algumas receitas como em bolos e biscoitos.
Tantos as mudas como a árvore no campo tem crescimento lento. Deve ser plantada a sol pleno. Na imagem abaixo, uma planta no campo com dois anos de idade.
Há de se ter o cuidado com formigas-saúva que costumam cortar suas folhas e ramos jovens. Se isto ocorrer, o crescimento da planta é muito prejudicado, podendo levá-la à morte.

Foto do autor.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Reflorestamento no sítio: Guapuruvu

Nome popular: guapuruvu, ficheira
Nome científico: Schizolobium parahyba
Família: Fabaceae

Árvore de grande porte, podendo atingir 30 metros de altura quando as condições do solo e clima são favoráveis. Quando jovem o tronco da planta é verde e se torna cinza quando adulta.
Planta típica da Mata Atlântica, sendo encontrada desde a Bahia até Santa Catarina, inclusive em Minas Gerais.
Na época da floração sua copa fica coberta de flores amarelas, o que acontece entre agosto e outubro.
As flores são atrativas para beija-flores.
Seus frutos amadurecem entre abril e julho. O fruto seco se abre liberando uma semente envolta em um envelope membranáceo. A semente possui um tegumento muito resistente.
Para acelerar a germinação da semente é aconselhável fazer sua escarificação com a ajuda de uma lixa.
A muda tem crescimento rápido. No campo, tem preferência por sol direto e solo úmido, sendo adequada para o plantio ao longos das margens dos rios e córregos. Seu desenvolvimento em encostas, em terrenos secos, é prejudicado, bem como dentro de capoeiras e matas.
A madeira não tem utilidade no meio rural, por ser muito macia e de baixa durabilidade quando exposta às intempéries.
A árvore é ornamental e indicada para a arborização rural e urbana, em espaços amplos, tendo-se o cuidado de não ser cultivada próximo de postes, rede elétrica e casas, pois o tronco se quebra com facilidade sob vento forte.
Na imagem abaixo, a foto de uma planta jovem, com 2,5 metros de altura, no projeto de reflorestamento realizado em um sítio em Minas Gerais.


Guapuruvu - Foto do autor.

Cipó-de-são-joão

Nome popular: cipó-de-são-joão
Nome científico: Pyrostegia venusta
Família: Bignoniaceae

Belo cipó de flores alaranjadas. Seu caule é delicado e pode ser conduzido sobre cercas de arame, caramanchões e muros.
Suas flores são atrativas para algumas espécies de beija-flores. Floresce no inverno e necessita de sol pleno para produzir flores em abundância.
É propagado por estaquia.
Além de ser cultivada como planta ornamental, é empregada na medicina popular.

Foto do autor.


Foto do autor.

Foto do autor.


Primavera: uma cascata de flores

Nome popular: primavera, três-marias ou buganvile
Nome científico: Bougainvillea glabra
Família: Nyctaginaceae

Trepadeira lenhosa, que deve ser cultivada a sol pleno.
De crescimento vigoroso, pode ser conduzida como cerca-viva, arvoreta e trepadeira sobre caramanchões e até sobre árvores, como na foto abaixo. Também pode ser cultivada em vasos grandes sendo conduzida como arbusto.
A espécie é nativa das matas brasileiras.
É uma planta perene e que pode chegar a 6 metros de altura.
Suas pequenas flores de cor creme são protegidas por três brácteas de cor rosa e são atraentes para algumas espécies de beija-flores. Floresce no final do inverno, primavera e verão.
Comumente é multiplicada por meio de estacas com 20 a 25 cm de comprimento e por alporquia.

Primavera crescendo apoiada sobre o tronco de chico-pires. Foto do autor.

Foto do autor.

Lua: o satélite natural da Terra

A Lua é o satélite natural da Terra.
Satélite natural é um corpo celeste que não possui luz própria, ele reflete a luz de uma estrela. Assim, a Lua reflete a luz do Sol.
Dependendo de quanto da face iluminada da Lua é visível por nós, damos os nomes de fases da Lua que são: lua cheia, lua minguante, lua nova e lua crescente. Somente essas quatro fases recebem nomes, pois são as mais marcantes, porém, são 29 fases ao todo.
A Lua está a cerca de 384 mil quilômetros de distância da Terra. Porém, essa distância varia devido às mudanças de sua órbita em torno do nosso planeta.
Seu diâmetro é de 3476 km.
A teoria mais aceita para o surgimento do nosso satélite defende que, há 4,5 bilhões de anos, um corpo celeste do tamanho de Marte se chocou com a Terra no momento em que ela começava a se formar. Uma parte do material terrestre, ainda quente e em estado pastoso, foi lançado ao espaço dando origem à Lua. O que ajuda a confirmar essa afirmação é que a composição química da superfície dela é semelhante à da Terra.
Na Lua existe atmosfera só que muito rarefeita se comparada com a atmosfera da Terra, devido a isso, se costuma dizer que não existe atmosfera na Lua.
A sua maior cratera recebeu o nome de Oriental e tem um diâmetro de 930 km. Suas crateras foram formadas devido a queda de inúmeros meteoros.
A montanha mais alta é o Monte Huygens, com 4.700 metros de altitude e está localizada na Cordilheira dos Montes Apeninos.
Sempre vemos a mesma face da Lua voltada para a Terra porque os seus movimentos de rotação (movimento em torno do seu próprio eixo) e de revolução (movimento ao redor da Terra) têm a mesma duração, 27 dias, 7 horas e 43 minutos.
As manchas claras e escuras na superfície lunar se referem a formações geológicas diferentes. As manchas claras são áreas mais elevadas como as suas montanhas e as manchas escuras são os chamados "mares da lua" que, na verdade, são regiões onde houve acúmulo da lava expelida pelos vulcões que existiam no passado e, hoje, estão extintos, portanto, não existem mais vulcões ativos na Lua.

 
Foto do autor.

Foto do autor.

Foto do autor.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Jaqueira

Nome popular: jaqueira
Nome científico: Artocarpus heterophyllus
Família: Moraceae

Tem origem na Índia. Se desenvolve melhor em clima tropical e não tolera geadas.
A árvore pode atingir 12 metros de altura. Muito frondosa, com copa ampla. É uma planta lactescente, ou seja, produz látex.
Existem três variedades de jaca no Brasil: jaca-dura ou crocante, jaca-mole e jaca-manteiga.
As flores nascem diretamente do caule, sendo que as flores masculinas e femininas estão separadas em diferentes inflorescências. Delas se desenvolvem os frutos, que são os maiores entre as árvores frutíferas. Tais frutos in natura são muito apreciados na Índia e em algumas regiões do Brasil. O aroma característico do fruto não é agradável para muitas pessoas.
Dos frutos se produz licor e geleias e, colocados para fermentar, é possível produzir um tipo de bebida. Suas grandes sementes podem ser consumidas cozidas ou assadas.
A madeira é resistente ao ataque de cupins e fungos e à ação da água. Devido a essa última característica, é muito utilizada na Índia na confecção de barcos.

Foto do autor.