terça-feira, 4 de abril de 2017

Cervídeos do Brasil - Cervo-do-pantanal


Nesta série sobre os cervídeos do Brasil, das 8 espécies de cervos que vivem em nosso país, serão citadas quatro delas.
Comecemos pelo cervo-do-pantanal.

Seu nome científico é Blastocerus dichotomus.
O macho pode atingir 1,90 metro de comprimento e 1,20 metro de altura, sendo que sua galhada pode ter 70 cm de comprimento. Chega a pesar 150 kg. É o maior cervídeo da América do Sul.
É encontrado em campos periodicamente inundados como várzeas, áreas brejosas e savanas inundáveis nos estados de Rondônia, Amazonas, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, no norte do estado de Minas Gerais (bacia do rio São Francisco) e na região sul do Brasil.

A fêmea dá à luz um filhote por vez e a gestação dura 9 meses. O nascimento ocorre entre nos meses de maio a outubro.






Por habitar áreas alagadas, existe uma membrana entre seus dedos que impede que o animal atole na lama.
Sua carne não é de boa qualidade, mas mesmo assim o animal é caçado para a retirada de sua pele e de sua galhada que é exibida como troféu de caça.
Outra condição que afeta as populações de cervos-do-pantanal é a convivência com animais domésticos (bovinos e suínos) que lhes transmitem brucelose e febre aftosa, causando sua morte.

Também é relativamente comum o atropelamento de animais que se aproximam das rodovias.

A espécie é considerada ameaçada de extinção.





domingo, 2 de abril de 2017

Suçuarana

Para completar a série sobre felinos do Brasil, é apresentada a suçuarana ou puma, totalizando nove espécies encontradas em nosso território.

Seu nome científico é Puma concolor.
É o segundo maior felídeo das Américas. Atinge 1,10 metro de comprimento, sendo 60 cm da cauda. Pode pesar até 80 kg. O pelo pode se apresentar desde curto a longo, de acordo com o habitat.
Chega a viver 20 anos em cativeiro.



É capaz de dar saltos que atingem 6 metros de extensão.
Seu habitat inclui florestas tropicais e subtropicais, caatinga, cerrado, pantanal, desertos e montanhas, desde o Canadá até o extremo sul da América do Sul. Seu território de caça se estende por até 65 km².



Como na maioria dos felinos, o macho e a fêmea são solitários, formando casais somente no período do acasalamento. O período de gestação varia de 84 a 98 dias, dando à luz até 6 filhotes. Ao nascer, o filhote é pintado, e o pelo se torna uniforme após alguns meses. Os filhotes são criados pela mãe até os dois anos.
Tem hábito noturno. Caça desde pequenos roedores até mamíferos de maior porte como capivaras, veados, catetos, aves e répteis.

Onça-pintada





Seu nome científico é Panthera onca.
Pode atingir 1,80 metro de comprimento, sendo 75 de cauda. Seu peso chega a 150 kg. É o maior felino das Américas.






Macho e fêmea são solitários, formando casais somente na época da reprodução. A gestação dura até 110 dias quando nascem, em média 2 filhotes, e, em casos raros, até 4 filhotes.









A fêmea cuida do filhote por até dois anos.




A onça-pintada pode nascer com uma pigmentação excessiva dando origem à onça-preta.






A potência de sua mordida é considerada a maior dentre os felinos de todo o mundo.
Ocorre desde florestas como a Amazônica e a Mata Atlântica, até em ambientes abertos como o Pantanal e o Cerrado. No Brasil, praticamente desapareceu das regiões Nordeste, Sudeste e Sul. É encontrada desde o México até o norte da Argentina.




É mais ativa durante o entardecer e à noite. Se alimenta de antas, capivaras, queixadas, catetos, preguiças, veados, tatus e jacarés. Na falta de suas presas naturais, a onça ataca animais domésticos.
A destruição de seu hábitat, a caça devido a sua pele e por atacar animais domésticos ameaçam a sobrevivência da espécie. Apesar disso, a espécie ainda não corre risco de extinção.




Gato-mourisco





Seu nome científico é Puma yagouaroundi.
Possui cerca de 1 metro de comprimento, sendo 45 cm de cauda. Pesa até 9 kg.












Habita florestas e áreas abertas, de preferência, matas ciliares de rios, lagos e banhados.











A fêmea atinge a maturidade sexual aos 3 anos de idade e tem de 2 a 4 filhotes por vez. A gestação dura 75 dias. Ao nascerem, os filhotes possuem algumas manchas espalhadas pelo corpo que logo desaparecem. A amamentação dura aproximadamente um mês.








O gato mourisco se alimenta de roedores, lebres, macacos, cotias, quatis e pequenos veados. Sua dieta também inclui aves, répteis, anfíbios e peixes.






Tem hábito diurno. Sabe nadar bem e subir em árvores. Animal solitário, o macho só é visto acompanhado da fêmea durante a época da reprodução.
É encontrado em todo o Brasil e também desde o sul dos Estados Unidos até o sul da Argentina.
A destruição de seu hábitat é a principal ameaça a sua sobrevivência.








sábado, 4 de março de 2017

Leão-marinho-da-patagônia

Também conhecido como leão-marinho-do-sul. Habita o Chile, Equador, Peru, Uruguai e Argentina, sendo, ocasionalmente, encontrado no Rio Grande do Sul, Brasil. O macho pode atingir 350 kg e a fêmea 144 kg. O macho desta espécie possui uma juba muito nítida. Ele pode possuir de 3 a 5 fêmeas em seu harém, mas existem casos de até 18 fêmeas Se alimenta basicamente de peixes, podendo predar, ainda, lulas, polvos, pinguins e filhotes de aves marinhas como do pelicano.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Gato-do-mato-pequeno





Seu nome científico é Leopardus guttulus.
Atinge 90 cm de comprimento, incluindo a cauda e chega a pesar 3 kg.
A gestação dura 78 dias podendo nascer até 4 filhotes. São animais solitários, de hábito noturno e diurno. Podem viver cerca de 11 anos.







É encontrado nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil e também Paraguai e Argentina.
A espécie está na lista do IBAMA dos animais ameaçados de extinção.






Jaguatirica







Seu nome científico é Leopardus pardalis.





Atinge 1,30 metro de comprimento, incluindo a cauda. Pode pesar 18 kg.









A gestação dura 82 dias podendo nascer até 4 filhotes.
Ocorre em praticamente todo o Brasil, habitando preferencialmente florestas.








A espécie foi muito explorada para o comércio de peles, tendo sido registrada a exportação de até 80 mil unidades em um ano.
O IBAMA a coloca como ameaçada de extinção.
Ocelot é o nome dado nos Estados Unidos.